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Detetive particular: conheça mais sobre a profissão

A regulamentação da profissão de detetive particular no Brasil aconteceu apenas em 2017, com a Lei nº 13.434. A sua história, contudo, é muito mais antiga e foi além da literatura com o personagem Sherlock Holmes. Atualmente, é preciso passar por um curso para atuar na profissão e encarar com seriedade as funções de um detetive.

O trabalho de um detetive particular é sério e pode ser complementar em casos de desaparecimento de pessoas, por exemplo. O mais comum, no entento, é a contratação do profisisonal para investigar infidelidade.

Detetive particular: conheça mais sobre a profissão

Origens da profissão Detetive Particular

Especula-se que o primeiro detetive particular que se teve conhecimento foi Allan Pinkerton. Ele atuava em Chicago, nos Estados Unidos, por volta de 1850. O profissional aproveitou-se da alta criminalidade da época para oferecer os seus serviços de investigações particulares. Com o passar dos anos a atividade se popularizou no país norte-americano.

Já no Brasil, o primeiro detetive particular teria sido Joaquim Ganância, em 1894, atuando no Rio de Janeiro. Depois de ver o seu filho sequestrado e não obter ajuda da polícia na investigação, decidiu fazê-la por contra própria. Somente anos depois, em 1961, surgiu no país a primeira agência de investigação particular: Empresa Brasileira de Investigações, conhecida como Embrail.

Atuação do detetive

O detetive particular pode atuar em variados tipos de investigações. O profissional é capacitado para resolver desde questões amorosas até empresariais, como o caso de rombos em empresas. O detetive precisa estar por dentro de toda a situação para poder iniciar a investigação.

O processo de uma investigação passa — principalmente — pelo levantamento de dados. Isso pode decorrer a partir de entrevistas e até visitas do detetive a locais importantes no caso. Tudo isso é realizado com descrição e muito cuidado pelo profissional.

Em uma contratação para investigar se o marido está traindo a mulher, por exemplo, o detetive busca provas. Assim, ele acompanha a rotina do investigado e procura provas que confirmem ou não a suspeita. Já no caso de pessoas desaparecidas, o detetive atua na busca por informações que possam beneficiar o inquérito policial.

O importante para a atuação do detetive é a busca por provas concretas. O trabalho não se baseia em especulações. O detetive particular levanta informações reais para confirmar teorias, encontrar pessoais e solucionar problemas.

Como ser um detetive particular?

Quem possui interesse na profissão deve conhecer as exigências legais da formação. A regulamentação da profissão detetive particular exige, no mínimo, a conclusão do ensino médio e a formação profissional. Essa formação deve ter 600 horas e constar áreas como Direitos Humanos, Penal, Civil, entre outras.

Além disso, para atuar como detetive profissional é preciso seguir outros requisitos legais:

  • Ser brasileiro;
  • Ter mais de 18 anos;
  • Não responder a processo criminal;
  • Estar em dia com as obrigações militares e civis.

Um bom profissional desse ramo procura sempre aprofundar ainda mais os seus conhecimentos. É possível realizar cursos paralelos de técnicas de entrevista e até mesmo de fotografia.

Para seguir a profissão é preciso também ter aptidão. Inteligência racional, perspicácia, descrição e capacidade analítica são alguns dos talentos exigidos. Como em toda profissão, é preciso ser honesto com o cliente e manter o profissionalismo na relação.

É importante não se envolver pessoalmente com o caso. Esse distanciamento é essencial para o sucesso da investigação.

Quanto custa um detetive particular?

Assim como em qualquer outra profissão, o custo do serviço de um detetive também pode ser muito relativo. Isso varia de acordo com o tipo de serviço contratado, a experiência e até formação do profissional.

O salário inicial da maioria é de cerca de R$ 1.500. Casos complexos, como a investigação empresarial, podem chegar a um valor de R$ 20.000. O valor cobrado por cada hora no Brasil fica entre R$ 100 e R$ 250. Essas variações são de acordo com a complexidade do caso que o detetive particular vai trabalhar.

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